Dica do autor: Essa é uma questão clássica sobre nódulos hepáticos incidentais, e o ponto-chave está na descrição ultrassonográfica. Lesões anecoicas, bem delimitadas, sem septações e com conteúdo homogêneo correspondem tipicamente a um cisto hepático simples, uma condição benigna, sem potencial de malignização e que não tem relação com uso de hormônios. A banca tenta confundir ao citar anticoncepcional, induzindo o candidato a pensar em adenoma hepático, mas este é uma lesão sólida, não anecoica. A conduta diante de um cisto simples assintomático é expectante, sem necessidade de intervenção ou investigação adicional.
Alternativa A: CORRETA. O achado é compatível com cisto hepático simples, que não exige tratamento nem suspensão de anticoncepcional, pois não há associação com hormônios nem risco de malignização.
Alternativa B: INCORRETA. Essa conduta seria indicada em casos de adenoma hepático, especialmente lesões maiores ou sintomáticas, devido ao risco de hemorragia e malignização, o que não se aplica ao cisto simples.
Alternativa C: INCORRETA. A síndrome de Kasabach-Merritt está associada a hemangiomas gigantes, principalmente em contexto pediátrico, e não a cistos hepáticos. Além disso, hemangiomas são tipicamente hiperecogênicos, não anecoicos.
Alternativa D: INCORRETA. A ultrassonografia já é suficiente para caracterizar um cisto simples. Exames adicionais como TC ou RM são reservados para lesões indeterminadas ou complexas, o que não é o caso.
Alternativa E: INCORRETA. A biópsia hepática não é indicada para lesões com aspecto típico de cisto simples, além de ser um procedimento invasivo desnecessário nesse contexto.
Resposta: Alternativa A