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PUC - PR - ALIANÇA SAÚDE - 2009
O paciente J. L., 55 anos, foi internado em um hospital desta cidade para correção de hérnia incisional. A história mórbida pregressa revelou que o paciente é portador de enfisema pulmonar, não incapacitante para as atividades normais diárias, diagnosticado há mais de 5 anos. É fumante há mais de 30 anos (20 cigarros ao dia). Há 3 anos foi operado em situação de emergência para tratamento de úlcera perfurada. Após 2 dias de internação, o paciente foi submetido à correção da eventração, em que se utilizou uma tela de polipropileno. Três meses após a operação para correção da hérnia incisional, o paciente retornou com dor na área da incisão e com sinais flogisticos locais. Em consulta ao prontuário médico desse doente, obtivemos as seguintes informações: 1. Foi operado há 3 anos para tratamento de úlcera duodenal perfurada com 6 horas de evolução. 2. Foi realizado sutura da úlcera, omentoplastia e drenagem ampla da cavidade abdominal. A síntese da parede abdominal foi realizada em 2 planos: músculo aponeurótico, com sutura contínua de poliglactina, e cutâneo com náilon 30. 3. Apesar da infecção pulmonar, a evolução pós-operatória foi satisfatória, e o doente recebeu alta em 7 dias. Assinale a alternativa CORRETA:
Quanto à classificação ASA, poderemos considerar o paciente como ASA 4.
A infecção de área cirúrgica é a segunda causa mais frequente de infecção hospitalar.
As infecções de área cirúrgica ocorrem até 30 dias após a intervenção. O diagnóstico mais provável é de rejeição da tela.
As telas de polipropileno são microporosas; logo, não são incorporadas no local da implantação e sim encapsuladas.
O tabagismo por si só não é fator de risco no que concerne às infecções cirúrgicas.