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A endometriose é uma condição inflamatória crônica, estrogênio-dependente, que acomete principalmente mulheres em idade reprodutiva. Caracteriza-se pela presença de tecido semelhante ao endométrio fora da cavidade uterina, com predileção pela pelve. Além dos impactos clínicos significativos, como dor pélvica intensa, dispareunia e infertilidade, estudos recentes vêm demonstrando que a endometriose pode estar associada a um risco aumentado de determinadas neoplasias. Em março de 2025, o Ministério da Saúde divulgou que os atendimentos relacionados à endometriose na atenção primária do SUS (Sistema Único de Saúde) cresceram 76,2% nos últimos três anos, ressaltando a necessidade de ampliar a conscientização sobre a doença e reforçando sua relevância como problema de saúde pública. Essa nova atenção ao tema tem impulsionado o debate sobre possíveis estratégias de vigilância em pacientes com doença moderada a grave, especialmente diante da associação epidemiológica entre endometriose e câncer. Com base nas evidências atuais sobre a associação entre endometriose e as neoplasias, assinale a alternativa CORRETA.

A presença de endometriose aumenta igualmente o risco para todos os tipos histológicos de câncer epitelial de ovário, especialmente os tumores serosos de alto grau, que são os mais frequentes.
A endometriose profunda com acometimento intestinal apresenta risco cerca de 3 vezes maior de câncer colorretal, sendo indicada a ressecção intestinal profilática em casos sintomáticos, conforme diretrizes atuais.
As mulheres com endometriomas ovarianos, ou endometriose profunda, apresentaram risco até 9,7 vezes maior para tumores epiteliais tipo I, incluindo os subtipos endometrioide, de células claras, mucinoso e seroso de baixo grau.
O risco de câncer de endométrio é cerca de 4 vezes maior em mulheres com endometriose, razão pela qual as diretrizes atuais recomendam histerectomia total em pacientes sem desejo reprodutivo com doença moderada ou grave.