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SES - PB - SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE - PARAÍBA - 2022
Toda gestante deve ser orientada sobre a importância da testagem da infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) no pré-natal e quanto aos benefícios do diagnóstico precoce, tanto para o controle da infecção materna quanto para a prevenção da transmissão vertical (TV). Partindo desse pressuposto, assinale a alternativa condizente com o manejo obstétrico CORRETO na gestante portadora de HIV.
Em gestantes com Carga Viral (CV) indetectável na 34a semana, a via de parto vaginal é indicada. Sabendo-se que o tempo de trabalho de parto está associado à maior transmissão vertical do HIV, nas situações de colo desfavorável e ausência de atividade uterina, deve-se considerar a realização de amniotomia e utilização de vácuo-extrator.
A Terapia anti-retroviral (TARV) pode ser suspensa após o parto, independente da contagem de LT-CD4+ e dos sinais e sintomas clínicos.
A cesárea eletiva deve ser realizada a partir da 38a semana de gestação. O obstetra deve iniciar a infusão intravenosa do AZT no momento da incisão cirúrgica. Não é indicada a utilização de antibiótico profilático.
Diante de trabalho de parto prematuro, deve-se introduzir AZT intravenoso materno concomitantemente à inibição medicamentosa do parto, investigação de causas infecciosas e seus respectivos tratamentos e fazer uso de corticosteróides para maturação pulmonar. Após inibição do trabalho de parto, o AZT intravenoso deve ser descontinuado.
Em caso de exposição a materiais biológicos, o profissional exposto não precisa ser avaliado. A profilaxia ao HIV confere segurança absoluta, sendo a gestante não transmissível.