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UFMA - HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PRESIDENTE DUTRA - 2014
Paciente do sexo feminino, 40 anos de idade, com Índice de Massa Corpórea (IMC) de 46,8 kg/m², com história de diabetes melitus tipo 2, hipertensão arterial sistêmica, dislipidemia, esteatose hepática e doença do fluxo gastroesofagiano, será submetida à gastroplastia (by-pass gástrico com reconstrução em y de roux) para tratamento da obesidade mórbida. Assinale a alternativa INCORRETA, em relação à cirurgia bariátrica.
A melhora ou resolução do diabetes mellitus após o by-pass gástrico (BGYR) está relacionada com a perda de peso pós-operatória, redução na ingesta calórica e do apetite, alterações no esvaziamento gástrico, redução na resistência insulínica, otimização dos níveis de insulina e responsividade das células beta à glicose determinada pela redução dos níveis séricos do glucagon like peptide (GLP-1), que ocorre após o by-pass gástrico (BGYR).
São candidatos ao by-pass gástrico com reconstrução em y de roux (BGYR) os pacientes com o IMC > 35 kg/m² que apresentam comorbidades associadas (hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus tipo II, apneia do sono, artropatias e esteatose hepática), bem como os obesos com IMC > 40 kg/m² com ou sem comorbidades associadas.
O impacto nas comorbidades depende do tipo de procedimento realizado, da quantidade do excesso de peso perdido, das alteraçãos hormonais e incretinas, grau de desabsorção e mudança nos hábitos alimentares.
A cirurgia bariátrica pode determinar significante melhora nos pacientes com apneia do sono, bem como reduzir o número de medicamentos necessários para o controle dos sintomas em pacientes asmáticos.
A cirurgia bariátrica pode determinar alterações cardiovasculares significantes, tais como: melhora ou cura da hipertensão arterial sistêmica, melhora da fração de ejeção ventricular esquerda, redução da hipertrofia ventricular esquerda e redução dos riscos de doença arterial coronariana.