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SES - SC - SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DE SANTA CATARINA - 2012
Sobre as doenças sexualmente transmissíveis – DST e considerando a Prevenção das DST na Violência Sexual, todas as afirmações a seguir são verdadeiras, EXCETO:
A gravidez, em qualquer idade gestacional, não contraindica a profilaxia para as DST não virais. Nesses casos, visando a segurança fetal, deve-se proceder com a substituição de parte dos medicamentos.
Em situações de violência sexual com sexo oral exclusivo, não existem evidências para assegurar a indicação profilática dos anti-retrovirais, até o momento, mesmo com ejaculação dentro da cavidade oral. Nesses casos, riscos e benefícios devem ser cuidadosamente ponderados e a decisão deve ser individualizada.
Não deverão receber profilaxia de DST não virais casos de violência sexual em que ocorra exposição crônica e repetida ao agressor, situação comum em violência sexual intrafamiliar, ou quando ocorrer uso de preservativo, masculino ou feminino, durante todo o crime sexual.
No atendimento à mulher, que corresponde à maioria dos casos, deverão ser colhidos espécimes de conteúdo vaginal para exame direto à fresco e corado pelo Gram, endocérvice e reto para cultura em meio Thayer-Martin (gonococo) e endocérvice para imunofluorescência direta (clamídia) quando disponíveis.
A imunoprofilaxia para a hepatite C deve ser iniciada em até 72 (setenta e duas) horas após a violência sexual.