Pratique questões de medicina
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Uma mulher de 32 anos procura atendimento ambulatorial relatando fadiga progressiva, mialgia difusa e rigidez articular matinal nas últimas 6 semanas. Refere também episódios recorrentes de aftas orais dolorosas e perda de cabelo. Ao exame físico, nota-se eritema malar que poupa o sulco nasolabial e artrite em articulações metacarpofalângicas. Exames laboratoriais mostram leucopenia, urina com hematúria e proteinúria leve, e anticorpos anti-DNA de fita dupla positivos.
Diante da suspeita clínica, o reumatologista solicita avaliação imunopatológica para melhor compreensão dos mecanismos subjacentes à doença. Sobre o processo fisiopatológico mais provavelmente envolvido nesse caso, é correto afirmar:
A presença de autoanticorpos IgE contra proteínas nucleares indica resposta Th2, cuja ativação é dependente da expressão de CTLA-4 por células T CD8+.
A falha na tolerância central de linfócitos B, aliada à ativação de células T auxiliares autorreativas, promove formação de imunocomplexos e dano tecidual por hipersensibilidade tipo III.
A síndrome é desencadeada por mutações no gene AIRE, com consequente ativação de linfócitos T γδ na periferia, direcionados contra componentes do citoesqueleto.
A tolerância periférica está mantida neste caso, sendo o mecanismo de lesão mediado por hipersensibilidade tipo IV clássica, com predomínio de linfócitos T CD8+ citotóxicos e ausência de autoanticorpos.
O bloqueio da apresentação de antígenos próprios por células dendríticas maduras no timo impede a ativação de células T reguladoras, resultando em ativação policlonal de células B.