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UEPA - SANTARÉM - UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARA - SANTARÉM - 2024
Paciente idosa, 76 anos, dá entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com queixa de dispneia aos mínimos esforços após ingesta de açaí. A filha refere que o quadro teve início há menos de 24 horas, e que a mãe tem diagnóstico de 'insuficiência cardíaca pulmonar', pois era tabagista por mais de 25 anos, e que vem sofrendo em demasia durante diversas internações recentes por pneumonia. Devido à gravidade do quadro, a médica que a atendeu indicou transferência imediata para a sala vermelha e unidade de terapia intensiva (UTI). O médico da unidade de graves, no entanto, considerou que a paciente não tinha recomendação de UTI, pois não tinha indicação de 'intubação' e era uma 'paciente paliativa'. Sobre o quadro descrito, é correto afirmar que:
Os cuidados paliativos podem ser fornecidos em qualquer momento do curso da doença e, no caso descrito, não é necessário fazer completa avaliação de prognóstico e acessar eventual prévio plano de cuidados. Deve-se perguntar à família se concordam com a indicação de intubação.
Devido à sua complexidade, os cuidados paliativos não devem ser praticados no departamento de emergência, especialmente em uma UPA, já que enfatizam o cuidado centrado na doença, devendo ser esse o principal objetivo no quadro descrito.
Por se tratar de paciente em cuidados paliativos, a declaração de óbito só pode ser preenchida pelo médico que indicou tais medidas.
Independente de avaliação prévia, de plano de tratamento elaborado pelo médico assistente, bem como do prognóstico da paciente, não há indicação de transferência para UTI.
Com base no código de ética médica, é vedado ao médico desrespeitar o direito do paciente ou de seu representante legal de decidir livremente sobre a execução de práticas diagnósticas ou terapêuticas, salvo em caso de iminente risco de morte. No caso descrito, a abordagem e indicação de eventuais terapias, teria como suporte eventual plano de cuidados e avaliação prognóstica prévia, preferencialmente.