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HC - UFPR - HOSPITAL DAS CLÍNICAS DO PARANÁ - 2012
Mulher de 45 anos procurou, nos últimos dez meses, cinco especialistas diferentes, queixando-se de cefaleia, “bolo na garganta”, tremores, palpitação, secura na boca e precordialgia, descrita como “dor sufocante, na altura do coração”. Realizou uma série de exames complementares, dentre os quais um eletrocardiograma que evidenciou taquicardia. Seu pai faleceu de infarto agudo do miocárdio aos 60 anos, há um ano. Sua mãe é obesa e tem gonartrose. A paciente não se sentiu satisfeita com nenhum dos profissionais procurados. Na sua última tentativa, procurou um médico de família e comunidade, que verificou que, no último ano, a paciente havia trocado de emprego duas vezes por causa dos sintomas. O exame clínico não evidenciou alterações significativas, exceto pela frequência cardíaca aumentada. Considerando essas informações, qual deve ser a conduta clínica inicial do médico?
A mudança de emprego e o conhecimento do seu contexto de vida podem explicar os sintomas; a abordagem desses aspectos é obrigatória antes de definir a conduta clínica.
O quadro é de depressão e a prescrição de fluoxetina 20 mg ao dia é indicada até que se tenha chegado a um diagnóstico definitivo.
O eletrocardiograma é normal em 25% dos casos de doença isquêmica coronária; a conduta deve ser a solicitação de teste ergométrico.
Nesse caso, está indicada a prescrição de betabloqueador e acompanhamento domiciliar pelo médico e psicólogo.
A paciente é poliqueixosa e deve ser orientada e encaminhada ao psicólogo ou psiquiatra para correto diagnóstico e conduta.