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SANARFLIX - 2026
Homem de 52 anos, pedreiro, procura a Unidade de Saúde da Família (USF) de seu território para consulta por lombalgia crônica há cerca de 4 meses. Relata piora da dor ao final do dia, melhora parcial com repouso e uso eventual de analgésicos por conta própria. Durante a consulta, menciona também dificuldades financeiras, estresse relacionado ao desemprego recente e conflitos familiares. É hipertenso, com acompanhamento irregular, e não realiza consultas há mais de um ano.
A equipe da Estratégia Saúde da Família (ESF), composta por médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agente comunitário de saúde, discute o caso em reunião de matriciamento com o NASF-AB, considerando a necessidade de abordagem ampliada, que contemple não apenas a queixa álgica, mas também os determinantes sociais envolvidos e o cuidado longitudinal da hipertensão.
À luz dos fundamentos da Medicina de Família e Comunidade (MFC) e dos atributos essenciais da Atenção Primária à Saúde (APS), conforme descritos por Barbara Starfield e incorporados às diretrizes do SUS e da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), qual alternativa melhor expressa a atuação adequada do médico de família nesse caso?
Encaminhar o paciente imediatamente ao ortopedista para investigação por imagem, priorizando a resolutividade especializada, uma vez que a dor persiste há mais de três meses.
Focar exclusivamente na lombalgia, realizando prescrição analgésica e orientações posturais, agendando retorno apenas se houver piora clínica.
Realizar abordagem centrada na pessoa, considerando o contexto biopsicossocial, retomar o acompanhamento longitudinal da hipertensão, articular ações com a equipe multiprofissional e utilizar recursos da rede conforme necessidade, mantendo-se como coordenador do cuidado.
Priorizar a renovação da receita anti-hipertensiva e orientar o paciente a buscar assistência social de forma independente, visto que questões socioeconômicas não integram o escopo clínico da MFC.
Solicitar exames de imagem e laboratoriais extensos antes de qualquer intervenção, garantindo investigação diagnóstica completa como estratégia principal de cuidado na APS.