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SMS - PR - SECRETARIA MUNICIPAL DA SAÚDE DE CURITIBA - 2016
Dá entrada em uma unidade de emergência um paciente de 52 anos, com histórico de hipertensão arterial sistêmica (HAS), que apresenta dor torácica lancinante. Após monitorização a paciente encontra-se com PA: 260/180 mmHg, FC: 98 bpm, com SAT O2 93%, com crepitações bibasais e assimetria de pulsos. Sobre o quadro clínico acima:
O tratamento da fase aguda dessa emergência hipertensiva deve ser feito com anti-hipertensivos endovenosos. O diagnóstico de dissecção aguda de aorta deve ser investigado com exames complementares para avaliação de tratamento cirúrgico.
Nesse caso a investigação complementar deve ser postergada, um eletrocardiograma após o controle da pressão arterial deve ser suficiente para comprovação diagnóstica.
Na fase aguda o tratamento imediato deve ser feito com antihipertensivos via oral, com preferência para vasodilatadores como a hidralazina.
Para afastar outras lesões em órgão alvo um exame físico direcionado deve ser realizado. Porém exames complementares como eletrocardiograma, função renal e marcadores de necrose miocárdica serão desnecessários.
O episódio agudo tratado de complicação hipertensiva não determina risco cardiovascular elevado a longo prazo.