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HOC - HOSPITAL ORTOPÉDICO DE GOIANIA - 2017
A taxa de operação cesariana no Brasil situa-se em torno de 56% com ampla variação entre os serviços públicos e privados. Estudos recentes da Organização Mundial de Saúde (OMS) sugerem que as taxas populacionais de operação cesariana superiores a 10% não contribuem para a redução da mortalidade materna, perinatal ou neonatal. Considerando as características de nossa população, que apresenta, entre outros, um elevado número de operações cesarianas anteriores, a taxa de referência ajustada para a população brasileira gerada a partir do instrumento desenvolvido para esse fim pela OMS estaria entre 25% e 30%. Com relação ao parto cesariana no Brasil, após portaria liberada em março de 2016, assinale a alternativa CORRETA:
O parto cesariana é recomendado no caso de fetos em apresentação pélvida e, na ausência de contraindicações, a versão cefálica externa é recomendada a partir de 32 semanas de idade gestacional, mediante o termo de consentimento informado.
Para todas as mulheres que forem submetidas a um parto cesariana é recomendada a obtenção de um termo de consentimento informado e, quando a decisão pela operação cesariana programada for tomada, é recomendado o registro dos fatores que influenciaram na decisão e, se possível, qual deles é o mais influente.
Na situação em que a mulher decidir por um parto cesariana, por posição pélvica, é recomendado que seja informada sobre o maior risco de morbidade e mortalidade perinatal e neonatal e que a assistência seja realizada por profissionais experientes na assistência ao parto pélvico, mediante termo de consentimento informado.
No caso de gestação gemelar não complicada cujo primeiro feto tenha apresentação não cefálica, a operação cesariana não deve ser recomendada.
A operação cesariana programada não é recomendada como forma de nascimento para fetos que têm placenta prévia centro total ou centro parcial, se a apresentação do feto for cefálica.