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SES - MA - SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DO MARANHÃO - 2019
A gravidez ectópica (ectociese) ocorre quando o ovo implanta-se fora do útero e, nesse sentido, é sinônimo de gravidez extrauterina (tubária, ovariana, abdominal). Em relação a esse tema, é INCORRETO afirmar:
A gravidez abdominal primitiva é rara; a maioria é secundária à ruptura ou a o abortamento tubário. Poucas sobrevivem na cavidade abdominal e avançam além do 2º trimestre de gestação. As dificuldades diagnósticadas e terapêuticas são notáveis independentemente do local de implantação da gravidez abdominal avançada. A pré-eclâmpsia ocorre em cerca de 1/3 das gestações abdominais e a sobrevida perinatal é a exceção, em 80 a 90% de mortalidade.
A gravidez ectópica, patologia que ameaça a vida da paciente, incide em 1,5 a 2% das gestações, sendo mais frequente em mulheres que ja tenham concebido. A gravidez tubária representa mais de 95% das ectópicas.
Nas últimas décadas, o diagnóstico precose da gravidez ectópica por gonadotrofina coriônica humana (ß-hCG), ultrassonografia transvaginal e laparoscopia revolucionou seu tratamento, com o objetivo de preservar o futuro obstétrico da mulher.
Do ponto de vista anatomopatológico, a gravidez ectópica pode ser primitiva ou secundária. Ê primitiva quando a nidificação ocorre e prossegue em zona única do sistema genital, e secundária quando, após impantar-se em um lugar, o ovo desprende-se do sistema genital e continua o desenvolvimento em outro local.
Na gravidez ectópica tubária, o istmo é o local mais frequente (80%), e a ampola depois (12%). A gravidez intersticial representa apenas 2 a 3% das gestações tubárias.