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SUS - SP - SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE - SUS - SÃO PAULO - 2023
Uma paciente de 27 anos de idade comparece ao pronto-socorro de um hospital e refere ao médico ter sido vítima de violência sexual há cinquenta horas. Durante anamnese cuidadosa, a paciente refere que já sofreu abuso pela mesma pessoa diversas vezes, mas que esta foi a primeira vez em que teve coragem de buscar ajuda. A paciente refere fazer uso regular de contraceptivo hormonal oral e que, em todos os episódios de abuso, houve uso de preservativo do início ao fim do ato. O abusador é conhecido da vítima e pertence à sua família. Nessa situação hipotética, o médico
Não deve notificar o caso, pois, apesar de se tratar de ato de notificação compulsória, o médico deve respeitar o sigilo médico.
Deverá prescrever contracepção de emergência, pois a paciente ainda se encontra na janela de oportunidade, ou seja, menos de 72 horas do contato sexual.
Deverá aplicar imunoglobulina humana anti-hepatite B, que pode ser aplicada até 14 dias após a violência.
Não deverá fazer profilaxia para HIV, pois, além de se tratar de um caso de abuso crônico, a vítima relata uso de preservativo durante todo o ato, em todos os episódios de abuso.
Deverá fazer profilaxia para HIV, pois tal conduta é necessária em todos os casos de abuso.