Pratique questões de medicina
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Uma mulher de 34 anos, com diagnóstico recente de transtorno bipolar tipo I, comparece ao psiquiatra para início de tratamento estabilizador do humor. Em sua avaliação prévia, foi identificada hipertrofia tireoidiana e exames revelaram TSH de 0,1 mU/L (VR: 0,5–4,5) e T4 livre elevado, confirmando o diagnóstico de hipertireoidismo subclínico. A paciente relata desejo de engravidar nos próximos meses e não apresenta histórico de insuficiência renal. Apesar da boa saúde geral, está ansiosa com a escolha do tratamento devido à sua condição endócrina.
Considerando as contraindicações farmacológicas e os riscos materno-fetais associados ao uso dos estabilizadores de humor, qual é a melhor conduta terapêutica neste momento?
Iniciar lítio com monitoramento frequente da função tireoidiana, visto que sua eficácia no controle do transtorno bipolar justifica o risco.
Optar pelo uso de ácido valpróico, pois é seguro em pacientes com disfunções tireoidianas e durante a gestação.
Preferir a carbamazepina, já que apresenta menos interferência com a função tireoidiana, mesmo sendo considerada segura na gestação.
Evitar o uso de lítio devido à contraindicação em pacientes com hipertireoidismo e risco teratogênico, considerando iniciar antipsicótico atípico com bom perfil de segurança em mulheres férteis.
Iniciar lítio em dose baixa, mas suspender imediatamente em caso de evolução do hipertireoidismo para hipotireoidismo.