Pratique questões de medicina
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Uma mulher de 31 anos, com histórico de cefaleia episódica há cerca de 10 anos, comparece ao ambulatório relatando crises recorrentes de dor unilateral pulsátil em região frontotemporal direita, frequentemente associadas a náuseas, fotofobia e fonofobia. Relata que, em algumas crises, antecedendo a dor, enxerga formas cintilantes e tem dificuldade para se expressar verbalmente. Ao exame neurológico interictal, não há alterações. O neurologista decide reforçar a orientação terapêutica explicando a fisiopatologia da condição, com foco na ativação do sistema trigeminovascular e da vasodilatação dos vasos intracranianos.
Com base nesse quadro clínico típico e nos mecanismos fisiopatológicos envolvidos na enxaqueca, qual das alternativas descreve CORRETAMENTE o substrato anatômico e fisiológico diretamente responsável pela dor durante a crise?
A ativação das fibras nociceptivas do nervo trigêmeo na dura-máter, associada à liberação de CGRP e vasodilatação das artérias meníngeas médias, promove a transmissão do estímulo doloroso ao tálamo, sendo esta a principal via de dor na enxaqueca.
A hipoperfusão cerebral transitória, causada pela compressão da artéria cerebral média, resulta em isquemia meníngea e liberação de substância P pelas fibras simpáticas cervicais, causando dor.
O comprometimento direto da substância cinzenta periaquedutal leva à liberação de ácido gama-aminobutírico (GABA) no córtex occipital, inibindo a vasodilatação das meninges e desencadeando a aura visual.
O bloqueio dos canais de cálcio tipo T nos núcleos da rafe medial gera despolarização excessiva no tálamo, promovendo a produção de prostaglandinas e desencadeando a fase álgica da enxaqueca.
A redução da serotonina sináptica no locus coeruleus ativa os receptores 5-HT3, induzindo vasoconstrição seletiva das artérias vertebrais e levando ao aumento da excitabilidade cortical responsável pela dor.