Pratique questões de medicina
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Uma mulher de 33 anos, professora, comparece ao pronto atendimento com forte cefaleia iniciada há cerca de 90 minutos. Relata episódios semelhantes há mais de 5 anos, com frequência de 2 a 3 vezes por mês, geralmente precedidos por escotomas cintilantes e parestesia em membros superiores. Refere que os episódios são desencadeados por estresse e alterações no sono, acompanhados de náuseas intensas e fotofobia. Informa que os episódios são refratários a analgésicos comuns, como paracetamol e dipirona. Na crise atual, descreve dor latejante unilateral de alta intensidade, que a obrigou a interromper suas atividades. Dado o histórico e o quadro clínico, o médico opta por iniciar um tratamento específico, considerando que a paciente já havia usado sumatriptano sem resposta adequada.
Dentre as opções abaixo, qual a melhor conduta farmacológica para esse caso, considerando o perfil clínico da paciente, farmacodinâmica e vias de administração?
Prescrever di-hidroergotamina intranasal, devido à sua ação agonista em receptores serotoninérgicos e alfa-adrenérgicos, promovendo vasoconstrição cerebral eficaz em pacientes refratários a triptanos.
Iniciar naproxeno por via oral, pois seu mecanismo de inibição da COX-2 reduz a neuroinflamação sem risco de vasoconstrição significativa.
Administrar dexametasona intramuscular, por sua atuação na fosfolipase A2 e eficácia comprovada em status migrainosus, mesmo sem evidência de crise prolongada.
Utilizar propranolol intravenoso, visando estabilizar a excitabilidade neuronal e reduzir a liberação de CGRP durante a fase aguda da enxaqueca.
Optar por erenumabe subcutâneo, antagonista de CGRP, ideal para pacientes que não respondem a triptanos e com sintomas gastrointestinais associados.