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Uma mulher de 30 anos, gestante de 39 semanas, dá à luz um recém-nascido de termo, saudável, por parto vaginal espontâneo. Logo após o nascimento, a equipe obstétrica realiza o clampeamento imediato do cordão umbilical, justificando que essa prática reduz o risco de hiperbilirrubinemia neonatal e acelera os cuidados pós-natais.
No exame físico neonatal realizado 48 horas após o parto, o recém-nascido apresenta palidez discreta, icterícia leve e sinais de irritabilidade. Um hemograma mostra hemoglobina de 13,5 g/dL e hematócrito de 41%, valores no limite inferior para a idade. Aos dois meses, a avaliação laboratorial revela ferritina sérica reduzida e sinais precoces de deficiência de ferro.
Com base nas evidências científicas atuais sobre clampeamento do cordão umbilical, qual das alternativas abaixo melhor explica os efeitos dessa conduta sobre o estado hematológico e nutricional do recém-nascido?
A restrição do fluxo placentário causada pelo clampeamento imediato melhora a eficiência da transfusão placentária neonatal, pois reduz a redistribuição de sangue para os órgãos centrais e favorece uma circulação periférica mais eficiente.
Embora o clampeamento tardio possa trazer benefícios hematológicos, ele deve ser evitado sempre que possível para reduzir o risco de policitemia neonatal e hiperbilirrubinemia grave, que podem levar a complicações neurológicas.
O clampeamento imediato previne a sobrecarga circulatória neonatal e melhora a adaptação hemodinâmica pós-natal, sendo especialmente indicado para recém-nascidos de termo, independentemente do risco de anemia ferropriva.
O clampeamento imediato do cordão reduz a ocorrência de hiperbilirrubinemia neonatal e facilita a transição cardiorrespiratória, sendo a abordagem mais segura para recém-nascidos de termo, sem impacto significativo na hemoglobina neonatal.
O clampeamento tardio do cordão umbilical está associado a maiores níveis de hemoglobina e ferro nos primeiros meses de vida, reduzindo o risco de anemia ferropriva neonatal sem aumentar significativamente a incidência de hiperbilirrubinemia clínica.