Pratique questões de medicina
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Uma adolescente de 14 anos, natural da zona rural do Maranhão, retorna ao ambulatório de doenças infecciosas seis meses após ter completado o tratamento de leishmaniose visceral com anfotericina B lipossomal. Ela encontra-se em bom estado geral, afebril, e nega sintomas sistêmicos, mas refere aparecimento progressivo de lesões hipopigmentadas e papulosas na face, com início na região malar e perioral, sem prurido ou dor. Ao exame dermatológico, observa-se múltiplas pápulas e máculas hipocrômicas distribuídas simetricamente, sem ulceração.
Fonte: Acervo Sanar.
Com base na provável evolução da doença e nos aspectos fisiopatológicos envolvidos, qual a melhor conduta frente a este caso?
Considerar as lesões como reativação da forma visceral e reiniciar o esquema completo com antimonial pentavalente.
Realizar biópsia de pele para investigação de hanseníase, sendo essa a principal hipótese diferencial em áreas endêmicas.
Confirmar o diagnóstico de leishmaniose visceral pós-kala-azar (PKDL) e indicar novo tratamento específico com base na persistência dérmica do parasita.
Iniciar corticoterapia tópica para conter a inflamação, uma vez que as lesões são secundárias a reação de hipersensibilidade tardia.
Reassociar Miltefosina e Alopurinol para erradicar cepas resistentes de Leishmania tropica, responsável por casos recidivantes de PKDL no Brasil.