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Um paciente de 59 anos, portador de DPOC em estágio moderado e hipertensão arterial controlada, procura atendimento por piora do padrão de tosse nos últimos dias. Refere tosse persistente, com escarro espesso e amarelado, sem febre. Ao exame físico, apresenta sibilos difusos, sem sinais de infecção sistêmica. O médico considera o uso de um mucolítico oral para facilitar a eliminação das secreções brônquicas. No entanto, opta por evitar medicamentos que atuem por estimulação vagal indireta, devido a relatos prévios do paciente de episódios leves de náuseas, vômitos e hipotensão postural ao usar outros fármacos para o trato respiratório.
Qual das seguintes drogas seria mais apropriada para esse paciente, considerando o mecanismo de ação desejado e o perfil de segurança?
Guaifenesina, que aumenta o volume e reduz a viscosidade do muco por ação reflexa em receptores vagais gástricos, sendo bem tolerada em idosos com DPOC.
Ambroxol, que estimula a secreção de surfactante e atua como secretomotor direto, sem ativação reflexa vagal significativa.
Dornase alfa, que atua sobre o RNA das células inflamatórias presentes no escarro, sendo a droga de escolha em casos de bronquite crônica em adultos.
Oxolamina, que reduz a produção de muco por inibição dos receptores histamínicos H1 periféricos, sem efeitos colaterais relevantes.
Levodropropizina, que exerce efeito mucolítico e antitussígeno simultaneamente, por bloquear receptores colinérgicos M1 na árvore brônquica.