Dica do autor: O enunciado descreve um quadro típico de ceratite actínica (ceratoconjuntivite fotoelétrica), causada por exposição à radiação ultravioleta da solda elétrica sem uso de proteção ocular. O início dos sintomas geralmente ocorre algumas horas após a exposição e inclui dor ocular intensa, lacrimejamento, fotofobia e sensação de corpo estranho.
Trata-se de uma lesão epitelial da córnea, autolimitada na maioria dos casos, porém bastante dolorosa. Na atenção primária, a conduta imediata deve priorizar irrigação abundante com soro fisiológico, para remover eventuais partículas e reduzir irritação, seguida de encaminhamento para avaliação oftalmológica, especialmente diante de dor intensa.
Ponto fundamental de prova: não se deve prescrever colírio anestésico para uso ambulatorial, pois ele retarda a cicatrização epitelial e pode mascarar complicações. Da mesma forma, a oclusão ocular não é medida obrigatória e não substitui avaliação especializada.
Vamos às alternativas.
Alternativa A: INCORRETA. O colírio anestésico não deve ser prescrito para uso fora do ambiente supervisionado, e a oclusão não é conduta inicial obrigatória.
Alternativa B: INCORRETA. Novamente, o uso de colírio anestésico é contraindicado para uso domiciliar, mesmo que associado a anti-inflamatório oral.
Alternativa C: INCORRETA. A irrigação é adequada, porém a oclusão com pomada oftálmica não é conduta padrão antes da avaliação especializada e pode não ser necessária.
Alternativa D: CORRETA. A conduta imediata adequada é irrigação com soro fisiológico seguida de encaminhamento para avaliação oftalmológica de emergência, considerando a intensidade da dor e o risco de lesão corneana.
Resposta: Alternativa D