Pratique questões de medicina
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Um homem de 68 anos, com histórico de insônia crônica e Doença de Alzheimer em fase leve, comparece à consulta acompanhado de seu cuidador. O paciente relata dificuldades para iniciar e manter o sono há mais de 6 meses, com múltiplos despertares noturnos. Já utilizou melatonina sem melhora significativa. Apresenta função hepática preservada, porém faz uso regular de sertralina (50 mg/dia) e metoprolol (25 mg/dia). Refere episódios ocasionais de sonolência diurna e confusão ao despertar. A equipe médica considera o uso de Suvorexant como alternativa terapêutica.
Com base na farmacologia do Suvorexant, qual das seguintes condutas é mais apropriada diante do quadro clínico apresentado?
Iniciar Suvorexant em dose plena (20 mg) imediatamente, pois sua meia-vida prolongada ajuda a manter o sono durante toda a noite, especialmente em pacientes idosos.
Evitar o uso de Suvorexant devido ao risco de interação farmacocinética com a sertralina, que compartilha o mesmo sistema de metabolização hepática (CYP3A4), podendo reduzir sua eficácia.
Iniciar Suvorexant com dose reduzida (5 mg), monitorando atentamente sonolência diurna e alterações cognitivas, considerando o risco aumentado de efeitos adversos em idosos e pacientes com transtornos neurocognitivos.
Contraindicar o Suvorexant, pois seu mecanismo de ação antagonista da dopamina D2 pode exacerbar os sintomas cognitivos da Doença de Alzheimer.
Prescrever Suvorexant apenas em casos de insônia com comorbidades psiquiátricas graves, como esquizofrenia refratária, sendo ineficaz em quadros de insônia primária em idosos.