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Um homem de 52 anos, com histórico de trauma raquimedular incompleto há 6 meses, desenvolveu espasticidade progressiva em membros inferiores, com episódios frequentes de dor e dificuldade de marcha. Após tentativa frustrada com diazepam devido a efeitos colaterais intoleráveis, optou-se pelo uso de um relaxante muscular com ação central capaz de mimetizar a ação do GABA por meio da ativação de receptores metabotrópicos acoplados à proteína G, reduzindo a liberação de glutamato e substância P.
Durante a consulta de seguimento, o paciente relata melhora significativa dos sintomas, mas refere fraqueza muscular e sonolência leve. O médico, ao revisar o plano terapêutico, alerta para a importância de não interromper abruptamente o uso do medicamento devido ao risco de exacerbação da espasticidade e sintomas neuropsiquiátricos.
Com base nesse quadro clínico, qual é o fármaco utilizado e o mecanismo fisiológico que explica a necessidade de retirada gradual?
Tizanidina; risco de hiperatividade simpática por supersensibilidade pós-sináptica a noradrenalina.
Baclofeno; aumento súbito da excitabilidade neuronal por desregulação de canais iônicos e rebote de neurotransmissores excitatórios.
Diazepam; retorno abrupto da espasticidade devido à queda brusca da modulação GABAérgica em interneurônios.
Ciclobenzaprina; desregulação serotoninérgica central com risco de crise adrenérgica reversa.
Clorzoxazona; reativação de reflexos polissinápticos medulares por bloqueio compensatório da glicina.