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Um homem de 49 anos, natural de área endêmica para tuberculose e vivendo com HIV há 12 anos, apresenta-se ao ambulatório com episódios recorrentes de hemoptise moderada, tosse seca, dispneia aos esforços e perda ponderal não intencional nos últimos três meses. Ele relata histórico de tuberculose pulmonar há quatro anos, tratada com esquema RIPE completo, mas abandono intermitente da terapia antirretroviral, com baixa adesão. Atualmente, apresenta carga viral detectável e contagem de CD4 em 190 células/mm³.

O exame físico revela murmúrio vesicular diminuído no terço superior do hemitórax direito. Exames laboratoriais mostraram Hemoglobina: 12,8 g/dL; Leucócitos: 6.300/mm³; Eosinófilos: 2%; Sorologia para BAAR no escarro: negativa; Galactomanana sérica: negativa; IgE total: 78 UI/mL A radiografia de tórax mostra imagem cavitária no ápice pulmonar direito. A tomografia computadorizada evidenciou massa intra-cavitária móvel com nível hidroaéreo, como ilustrado a seguir:

Aspergillome Tdm 1

Fonte: By Stockholm - Own work, CC BY-SA 4.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=48839401

Com base na apresentação clínica, exames de imagem e laboratoriais, qual é a interpretação correta do quadro, considerando o agente etiológico provável e a abordagem terapêutica mais adequada?

A

O quadro clínico e a imagem são compatíveis com aspergilose pulmonar invasiva crônica, cujo manejo de primeira linha envolve voriconazol intravenoso por tempo prolongado, seguido de profilaxia secundária

B

Trata-se de um aspergiloma intracavitário causado por Aspergillus fumigatus, frequentemente em cavidades pós-tuberculose, com indicação de tratamento cirúrgico nos casos de hemoptise significativa.

C

O achado tomográfico representa aspergilose broncopulmonar alérgica, sendo o diagnóstico confirmado com IgE total elevada, eosinofilia e resposta clínica à corticoterapia oral.

D

A lesão é sugestiva de criptococoma pulmonar encapsulado, típico de pacientes HIV+, exigindo tratamento prolongado com anfotericina B lipossomal e fluconazol oral.

E

A formação cavitária representa tuberculose reativada com colonização por micobactéria não tuberculosa, sendo o esquema de tratamento baseado em claritromicina, etambutol e rifampicina.

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