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Um homem de 33 anos, diagnosticado com HIV há seis meses, apresenta-se ao pronto-atendimento com febre baixa persistente, tosse seca não produtiva, desconforto torácico aos esforços e dispneia progressiva há cerca de duas semanas. Relata perda ponderal de 8 kg, fadiga acentuada e episódios esporádicos de sudorese noturna no mesmo período. Refere uso irregular da terapia antirretroviral por questões pessoais. Ao exame clínico, encontra-se taquipneico, hipoxêmico em ar ambiente e com estertores finos difusos. Uma tomografia de alta resolução do tórax evidenciou múltiplos cistos pulmonares de distribuição bilateral, variando em forma e tamanho, como mostrado a seguir:

Fonte: By Carolyn M. Allen, Hamdan H. AL-Jahdali, Klaus L. Irion, Sarah Al Ghanem, Alaa Gouda, and Ali Nawaz Khan - (2010), CC BY 4.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=77414537
Com base na apresentação clínica e nos achados de imagem, qual das alternativas descreve de forma mais acurada o provável diagnóstico, o agente envolvido e a abordagem terapêutica e preventiva?
Trata-se de uma pneumonia bacteriana atípica, cuja apresentação radiológica com cistos bilaterais indica coinfecção por Mycoplasma pneumoniae, com tratamento baseado em azitromicina oral e corticoterapia precoce.
A presença de múltiplos cistos em imunossuprimidos com tosse seca é característica da aspergilose pulmonar crônica, sendo indicado o uso de antifúngicos azólicos e profilaxia com itraconazol.
O achado tomográfico é compatível com pneumocistose por Pneumocystis jirovecii, frequentemente associada a imunossupressão grave, sendo o tratamento de escolha o uso de trimetoprim-sulfametoxazol e a profilaxia indicada quando CD4 < 200 células/mm³.
Os cistos pulmonares bilaterais nesta faixa etária sugerem linfangioleiomiomatose, doença rara relacionada ao TSC1/TSC2, cuja abordagem inicial inclui broncodilatadores e biópsia cirúrgica.
Trata-se de criptococose pulmonar disseminada, forma comum de infecção em pacientes HIV positivos, com cistos bilaterais e predomínio apical, sendo indicado tratamento com fluconazol por 6 a 12 meses.