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Um homem de 44 anos com diagnóstico de bronquite crônica apresenta-se ao ambulatório com queixa de tosse produtiva persistente, associada à eliminação de secreção espessa. Está em uso regular de broncodilatadores, mas tem apresentado dificuldade na expectoração. O pneumologista decide iniciar o uso de acetilcisteína por via oral. Durante a consulta, o paciente relata histórico de úlcera péptica há 5 anos, atualmente assintomática e sem uso contínuo de inibidores da bomba de prótons.
Considerando as propriedades farmacológicas da acetilcisteína e o histórico clínico do paciente, qual das afirmações abaixo está mais correta quanto à indicação e precauções relacionadas ao uso dessa medicação?
O uso de acetilcisteína oral deve ser feito com cautela em pacientes com história de úlcera gástrica, devido ao risco de irritação da mucosa gastrointestinal.
A acetilcisteína não apresenta efeitos colaterais gastrointestinais significativos e pode ser utilizada com segurança em pacientes com antecedentes de úlcera péptica.
A forma inalável da acetilcisteína é preferível à via oral neste caso, pois elimina completamente o risco de irritação gastrointestinal.
A acetilcisteína age rompendo ligações peptídicas no escarro, o que a torna contraindicada em pacientes com histórico de sangramento gastrointestinal.
A atividade mucolítica da acetilcisteína está diretamente relacionada à sua capacidade de estimular receptores colinérgicos M3, o que pode piorar sintomas dispépticos.