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Um homem de 41 anos, previamente saudável, dá entrada na emergência após explosão de gás residencial, com queimaduras de segundo grau em aproximadamente 35% da superfície corporal, principalmente em tronco e membros superiores. Nas primeiras 4 horas, encontra-se lúcido, mas com sinais progressivos de instabilidade: PA 84×52 mmHg, FC 128 bpm, FR 28 irpm, SatO₂ 95% em máscara de O₂, T 36,8 ºC. A pele encontra-se quente ao toque, úmida, com enchimento capilar limítrofe. O débito urinário está reduzido. Gasometria evidencia acidose metabólica leve com lactato de 4,3 mmol/L. Não há evidências de infecção ou foco séptico. A pressão venosa central está normal.
Com base na fisiopatologia do choque apresentado e nas condutas iniciais, qual alternativa está mais adequada?
O paciente apresenta choque hipovolêmico por perda de volume plasmático e deve receber transfusão sanguínea precoce.
Trata-se de um choque inflamatório não séptico, mediado por liberação de citocinas e vasodilatação sistêmica, com necessidade de reposição volêmica e vigilância hemodinâmica.
O quadro é compatível com choque neurogênico, e a bradicardia associada justificaria o uso de atropina.
O quadro configura um início de choque séptico, e o antibiótico empírico de amplo espectro deve ser iniciado imediatamente.
A presença de pele quente e úmida exclui o diagnóstico de qualquer forma de choque e sugere apenas resposta hipermetabólica ao trauma.