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AMP - PR - ASSOCIAÇÃO MÉDICA DO PARANÁ - 2009
“Um estudo comparou 377 crianças com lábio leporino, com ou sem fenda palatina, nascidas entre 1996 - 2001, a 763 crianças normais. Informações maternas sobre o consumo de álcool no primeiro trimestre da gestação foram obtidas por meio de questionários autoaplicados às mães nos meses seguidos ao parto. Os resultados apresentados sugerem que mulheres que alguma vez se embriagaram nesse período apresentaram 2,2 (Intervalo de Confiança: 1,1 a 4,2) vezes mais chance de gerar uma criança com lábio leporino, com ou sem fenda palatina, do que as demais. Quando se avaliou o número de vezes que se embriagaram, observou-se que aquelas com 3 ou mais ocorrências apresentaram 3,2 (Intervalo de Confiança: 1,0 a 10,2) vezes mais chance do que as demais para lábio leporino, com ou sem fenda palatina, e 3 (Intervalo de Confiança: 0,7 a 13,0) vezes mais chance para fenda palatina isolada”. Com relação a esse estudo podemos afirmar que (assinale a alternativa CORRETA):
O ensaio clínico realizado não permite estabelecer uma forte associação entre embriaguez no primeiro trimestre da gestação e fenda palatina isolada.
Trata-se de um estudo descritivo, transversal, com objetivo de avaliar o prognóstico da gestação de mulheres usuárias de álcool.
A medida de associação entre uso de álcool e malformação congênita, nesse estudo, é o risco relativo.
A escolha de controles sem nenhuma malformação introduz uma tendenciosidade nos resultados, provavelmente subestimando a relação do álcool na determinação do lábio leporino com ou sem fenda palatina.
A utilização de questionários auto-aplicados às mães para avaliar a intensidade do consumo de álcool poderia introduzir um viés de memória nesse estudo.