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UFCG-HUAC - HOSPITAL UNIVERSITÁRIO ALCIDES CARNEIRO - 2011
Paciente do sexo feminino, 49 anos, chega à emergência com queixa de cefaleia frontal, em faixa, associada a náuseas, quadro que está sempre associado a pressões elevadas, segundo ela. Ao exame físico, não há sinais focais neurológicos nem de hipertensão craniana, ausculta respiratória e cardíaca normais e pressão arterial de 175 por 109. Considerando a conduta a ser tomada neste caso, assinale a alternativa INCORRETA.
Os níveis tensionais desejáveis para o paciente hipertenso que chega à emergência devem ser em torno de 140 mmHg de sistólica e 90 mmHg de diastólica, salvo em casos de AVC hemorrágico ou dissecção de aorta em que procuramos estabilizar a pressão abaixo de 120 mmHg de sistólica e 80 mmHg de diastólica.
Se este mesmo paciente apresentasse sinais neurológicos focais, antes de qualquer medida anti-hipertensiva, seria importante uma tomografia computadorizada de crânio para excluir lesões com efeito de massa, como AVC hemorrágico.
Neste caso, talvez o tratamento mais adequado fosse a administração de analgésicos e antieméticos, com posterior avaliação da pressão arterial após alívio da dor e da náusea.
Caso se opte por redução dos níveis tensionais, deve-se dar preferência a medicações, como os inibidores da enzima conversora de angiotensina, cujo efeito hipotensor imediato por via oral é mais brando, evitando os efeitos hipotensores agudos causados, por exemplo, pelos bloqueadores de canais de cálcio, do tipo nifedipina por via sublingual.
Mais importante do que reduzir os níveis tensionais na emergência é a orientação do paciente na procura pelo ambulatório onde serão discutidas as causas identificáveis da hipertensão, lesões de órgão alvos, terapêutica adequada e seguimento.