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UFCG - UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE - 2020
Paciente do sexo feminino, 28 anos, desconhecia comorbidades, deu entrada na emergência do Hospital Universitário Alcides Carneiro com queixa de dispneia que piorou nas últimas duas semanas, associada à tosse com hemoptoicos. Paciente foi internada na enfermaria de infectologia com suspeita de tuberculose. No dia seguinte, o residente do leito percebeu na ausculta do aparelho cardiovascular a presença de um sopro diastólico no foco mitral, estalido de abertura e primeira bulha hiperfonética. Feito eletrocardiograma que apresentou fase negativa da onda P em V1 com área maior que 1 mm². Optado por prosseguir investigação com ecocardiograma que evidenciou: PSAP de 80 mmHg, aumento biatrial, valva mitral com abertura em cúpula, cúspide posterior apresentando mobilidade reduzida, gradientes diastólicos máximo e médio estimados em 30 e 14 mmHg respectivamente e área valvar mitral estimada em 0,8 cm2. Escore de Wilkins estimado em 6 (espessamento ++, mobilidade ++, acometimento do aparelho subvalvar + e calcificação +). Em relação ao caso, marque a alternativa correta:
Caso a referida paciente apresentasse fibrilação atrial, deveríamos prescrever um NOAC (apixaban, rivaroxaban, dabigatrana ou endoxabana) já que se mostraram mais seguros que a varfarina nessa situação.
O tratamento indicado para esse caso é valvoplastia por cateter balão, sem necessidade de exames adicionais.
Quanto maior o tempo entre a segunda bulha e o estalido de abertura, mais grave é a lesão valvar.
A intensidade do sopro guarda relação direta com a gravidade da valvopatia.
A presença de reforço pré-sistólico nesse paciente descarta que o ritmo é de fibrilação atrial.