Dica do autor: Questão ampla envolvendo fisiopatologia e tratamento das dislipidemias, exigindo conhecimento tanto dos mecanismos lipídicos quanto das terapias disponíveis. O HDL-colesterol participa do transporte reverso de colesterol, retirando-o da parede vascular e levando-o ao fígado, o que justifica sua associação epidemiológica com menor risco cardiovascular. Já os triglicerídeos elevados (≥ 500 mg/dL) aumentam significativamente o risco de pancreatite aguda, sendo indicação de tratamento com fibratos ou ômega-3.
No que se refere às medicações, é fundamental dominar os mecanismos: estatinas são inibidores da HMG-CoA redutase; ezetimibe inibe a absorção intestinal de colesterol; e os inibidores da PCSK9 (como alirocumabe e evolocumabe) aumentam a reciclagem de receptores de LDL hepáticos, reduzindo LDL-c circulante.
A fórmula de Friedewald (LDL = CT – HDL – TG/5) só pode ser utilizada quando os triglicerídeos estão abaixo de 400–440 mg/dL (a depender da diretriz), pois perde validade em níveis mais elevados.
Por fim, é importante lembrar os efeitos adversos das estatinas: mialgia, elevação de transaminases, e, raramente, rabdomiólise e insuficiência hepática.
Afirmativa I: VERDADEIRA. O HDL participa do transporte reverso do colesterol, e medidas como atividade física e consumo moderado de álcool podem elevar seus níveis.
Afirmativa II: VERDADEIRA. Triglicerídeos acima de 500 mg/dL aumentam o risco de pancreatite, sendo indicado tratamento com fibratos ou ômega-3.
Afirmativa III: VERDADEIRA. Está correta a associação entre mecanismos e fármacos: estatinas (HMG-CoA redutase), ezetimibe (inibição da absorção intestinal) e inibidores da PCSK9 (alirocumabe e evolocumabe).
Afirmativa IV: FALSA. A fórmula de Friedewald só é válida quando os triglicerídeos estão abaixo de aproximadamente 400–440 mg/dL.
Afirmativa V: FALSA. As estatinas podem causar mialgia e elevação de transaminases, sendo rabdomiólise evento raro, portanto não são isentas de efeitos adversos relevantes.
Resposta: Alternativa A