Dica do autor: O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é chamado de “espectro” justamente porque existe uma grande variabilidade clínica, tanto em gravidade (níveis de suporte necessários) quanto na forma como os sintomas aparecem ao longo do desenvolvimento. Pelo DSM-5-TR, os sintomas nucleares do TEA se organizam em dois grandes domínios: (1) déficits persistentes na comunicação e interação social e (2) padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades, frequentemente com alterações sensoriais associadas. Além desses sintomas centrais, é muito comum o paciente apresentar condições associadas (frequentemente chamadas de “sintomas/achados secundários” ou “comorbidades”), que impactam diretamente funcionalidade, prognóstico e plano terapêutico. Entre elas, destacam-se deficiência intelectual, comportamentos autoagressivos (autolesão), agressividade/irritabilidade, transtornos do sono, seletividade/distúrbios alimentares e epilepsia/convulsões. Na prática, a prova costuma cobrar exatamente essa ideia: o TEA não é definido por “um jeito único” de manifestação, e sim por núcleo diagnóstico + ampla gama de apresentações e comorbidades.
Alternativa A: INCORRETA. Ela reconhece a variação de gravidade, porém erra ao dizer que a variabilidade se dá pelos sintomas principais e não pelos secundários. No TEA, além dos sintomas nucleares, há grande variabilidade por condições associadas/comorbidades (por exemplo, deficiência intelectual, distúrbios do sono, alterações alimentares, convulsões), que são muito frequentes e modulam o quadro clínico e a necessidade de suporte.
Alternativa B: CORRETA. É a única que contempla a ideia central: o quadro pode variar tanto na gravidade quanto nos sintomas principais e secundários. Apesar de o texto estar mal redigido (“intelectual, deficiência autolesão…”), a intenção fica clara ao listar categorias amplas que representam comorbidades/associações comuns no TEA: deficiência intelectual, autolesão, agressividade, transtornos do sono, distúrbios alimentares e convulsões. Esse conjunto é compatível com o que se descreve nos referenciais diagnósticos e em pediatria/psiquiatria infantil.
Alternativa C: INCORRETA. Ela acerta ao mencionar sintomas principais e secundários, mas erra ao afirmar “nunca convulsões”. Pelo contrário: epilepsia/convulsões são uma associação conhecida no TEA, com ocorrência maior do que na população geral, especialmente em subgrupos (por exemplo, com deficiência intelectual ou determinadas condições genéticas associadas).
Alternativa D: INCORRETA. A alternativa tenta fazer uma lista de associações, mas exclui “distúrbios alimentares”, o que não faz sentido no contexto do TEA. Seletividade alimentar, recusa alimentar e padrões restritos relacionados a textura/cheiro/rotina são comuns e podem ser clinicamente relevantes, então não é adequado negar essa categoria como parte das variações possíveis do quadro.
Alternativa E: INCORRETA. Não há alternativa E apresentada no enunciado enviado; portanto, não é possível considerá-la correta com base nas informações fornecidas.
Resposta: Alternativa B