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Maria de 32 anos, previamente hígida, comparece à consulta na Atenção Primária à Saúde 4 semanas após o parto do primeiro filho, ocorrido por via vaginal, sem intercorrências. Refere que se sentiu bem durante os primeiros dias após o parto, porém, após o retorno para casa, passou a apresentar fadiga intensa, insônia, episódios frequentes de choro, irritabilidade, sentimento de incapacidade para cuidar do filho e perda do prazer nas atividades relacionadas à maternidade. Retrata ainda diminuição do vínculo afetivo, aversão ao contato íntimo com o companheiro, além de frustração com a amamentação, por acreditar ter produção insuficiente de leite. Os sintomas persistem diariamente e têm causado prejuízo funcional. Nega sintomas psicóticos. Refere também corrimento vaginal amarelado, sem outros sinais sistêmicos. Considerando o quadro clínico e as recomendações do Ministério da Saúde, a conduta mais adequada é:

A

Prescrever fitoterápico ansiolítico e solicitar ultrassonografia pélvica para investigação ginecológica.

B

Prescrever antifúngico vaginal e orientar que os sintomas emocionais são compatíveis com baby blues.

C

Introduzir antipsicótico atípico em baixa dose e encaminhar para avaliação psiquiátrica especializada.

D

Iniciar antidepressivo da classe dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina e orientar sobre depressão pós-parto.

E

Realizar apenas observação clínica, pois os sintomas são esperados no puerpério tardio.

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