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Marcos, 43 anos, hipertenso desde os 30 anos, comparece ao ambulatório de nefrologia para avaliação de função renal após episódio de urgência hipertensiva tratado há 6 meses. Relata adesão irregular à medicação, composta por anlodipino e hidroclorotiazida. Exame físico revela PA de 154/98 mmHg e IMC de 29 kg/m². Laboratórios demonstram creatinina de 1,5 mg/dL (TFG estimada: 56 mL/min/1,73m²), potássio de 4,4 mEq/L e proteinúria de 580 mg/24h.
Ao discutir condutas, o médico reforça a importância da individualização do alvo pressórico e a escolha adequada do esquema terapêutico para evitar a progressão da nefropatia hipertensiva.
Qual das estratégias abaixo está mais alinhada às recomendações atuais das diretrizes KDIGO 2024 e ao perfil clínico do paciente?
Manter o mesmo esquema terapêutico e reavaliar em 3 meses, pois não há proteinúria nefrótica.
Introduzir espironolactona como terceiro agente, pois tem efeito antiproteinúrico superior aos IECA/BRA.
Adicionar betabloqueador para controle pressórico mais eficaz em pacientes com IMC elevado.
Reduzir o alvo pressórico para <110 mmHg sistólica, visto que se trata de paciente com doença renal crônica.
Iniciar inibidor da ECA (IECA) com meta pressórica <130x80 mmHg, e considerar <120 mmHg caso haja boa tolerância e perfil jovem, robusto e orientado.