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Homem de 69 anos, pedreiro aposentado, tabagista de 90 maços-ano, portador de DPOC classificado como GOLD E, em seguimento irregular, procura o pronto-socorro por quadro de dispneia progressiva há 4 dias, associada a tosse com expectoração purulenta, febre baixa e fadiga intensa.
Ao exame físico: PA: 145x90 mmHg; FC: 124 bpm; FR: 32 irpm; SatO₂: 82% em ar ambiente; Ausculta pulmonar: roncos difusos, sibilos esparsos e murmúrio vesicular globalmente diminuído.
Foi instituído oxigênio por cateter nasal a 4 L/min, com elevação da saturação para 95%.
Exames laboratoriais: Hb: 14,2 g/dL; Leucócitos: 16.800/mm³ (com desvio à esquerda); Plaquetas: 270.000/mm³; PCR: 132 mg/L; Gasometria arterial em O₂ a 4 L/min; pH: 7,28; PaCO₂: 72 mmHg; PaO₂: 60 mmHg; HCO₃⁻: 32 mEq/L; BE: +0,2
Diante do quadro apresentado, qual a conduta mais adequada?
Manter oxigênio em alto fluxo para normalizar a saturação, associando antibiótico de amplo espectro e suspender broncodilatadores para evitar taquicardia.
Indicar ventilação não invasiva (VNI) com pressão positiva, ajustar oxigênio alvo 88–92%, além de broncodilatadores inalatórios, corticoide sistêmico e antibiótico.
Suspender oxigênio imediatamente, pois está causando retenção de CO₂, mantendo apenas broncodilatadores inalatórios.
Indicar intubação orotraqueal imediata, visto que a gasometria mostra acidose respiratória e hipoxemia.