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SANARFLIX - 2026
Gustavo, 60 anos, hipertenso e diabético tipo 2, foi avaliado em ambulatório após piora progressiva da função renal. Está em uso de enalapril 10 mg 2x/dia e, há 2 meses, teve introduzido losartana 50 mg/dia por médico não nefrologista, com o objetivo de "potencializar o efeito antiproteinúrico". No retorno, apresenta PA de 124x76 mmHg, TFG estimada de 39 mL/min/1,73m² (queda de 10 pontos em 2 meses), potássio de 5,8 mEq/L e proteinúria de 1,1 g/24h. Está clinicamente bem, sem sintomas de uremia ou sobrecarga volêmica.
Com base nas diretrizes atuais e nos riscos envolvidos, qual é a melhor conduta médica neste cenário?
Manter ambos os bloqueadores do sistema renina-angiotensina para garantir controle máximo da proteinúria.
Trocar IECA e BRA por espironolactona, visto que promove benefícios renais sem risco de hipercalemia.
Aumentar a dose de BRA e suspender o IECA, já que é preferível em pacientes diabéticos com proteinúria.
Suspender imediatamente um dos fármacos (IECA ou BRA), pois a associação está contraindicada por risco de hipercalemia, lesão renal e eventos adversos.
Acrescentar inibidor de SGLT2 ao esquema atual sem alteração, pois esse agente pode corrigir a hipercalemia e estabilizar a TFG.