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Durante atendimento em uma Unidade de Saúde da Família (USF), uma médica recebe uma paciente de 58 anos, viúva, com diagnóstico recente de câncer metastático, em cuidados paliativos domiciliares. Ela vive com uma filha de 20 anos, desempregada, e ambas não possuem renda formal. A paciente relata que tentou solicitar um benefício no INSS, mas teve o pedido negado por ausência de contribuições recentes. A profissional decide intervir e orientá-la sobre os direitos sociais garantidos por lei.
Considerando o ordenamento jurídico brasileiro e os dispositivos legais que regulam a seguridade social, qual das alternativas abaixo representa a conduta mais adequada diante desse caso, com base nos critérios para concessão de benefícios?
Orientar a paciente a realizar nova solicitação de aposentadoria por invalidez no INSS, pois o diagnóstico de câncer em estágio avançado garante esse benefício automaticamente, independentemente de contribuições anteriores.
Reforçar que, sem contribuições recentes ao INSS, não há possibilidade de acesso a qualquer benefício, cabendo à assistência social municipal fornecer cestas básicas e atendimento pontual.
Encaminhar a paciente ao serviço de assistência social para requerimento do Benefício de Prestação Continuada (BPC), previsto na LOAS, que pode ser concedido a pessoas com deficiência ou idosas em situação de vulnerabilidade econômica, independentemente de contribuições previdenciárias.
Indicar o pedido de auxílio-doença no INSS, que pode ser concedido a qualquer cidadão doente em tratamento, desde que apresente laudo médico e prescrição de afastamento laboral, mesmo sem contribuição ativa.
Sugerir que a filha da paciente solicite pensão por morte, com base na condição de dependência e vulnerabilidade social, mesmo que o falecimento ainda não tenha ocorrido.