Pratique questões de medicina
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Durante acompanhamento ambulatorial, um paciente de 69 anos com diagnóstico de Doença de Parkinson há 3 anos é avaliado devido à piora recente dos sintomas motores, apesar de estar em uso regular de levodopa associada à carbidopa. O neurologista decide introduzir um inibidor da monoaminoxidase tipo B (MAO-B) para potencializar os efeitos da levodopa. O paciente relata histórico de depressão controlada com uso contínuo de fluoxetina há mais de 6 meses, além de hipertensão arterial tratada com inibidores da ECA. Durante a consulta, ele questiona sobre os riscos e efeitos adversos da nova medicação.
Com base nas propriedades farmacológicas dos inibidores da MAO-B, especialmente a selegilina, qual das seguintes condutas e informações fornecidas pelo médico é mais adequada para esse paciente?
O uso concomitante de selegilina e fluoxetina é contraindicado devido ao risco de síndrome serotoninérgica, sendo necessário um intervalo de pelo menos 5 semanas entre a suspensão da fluoxetina e o início do inibidor da MAO-B.
A selegilina pode ser utilizada de forma segura com antidepressivos tricíclicos desde que a dose de levodopa seja reduzida simultaneamente, evitando interações centrais.
A hipertensão arterial controlada não representa nenhuma preocupação relevante na introdução de selegilina, mesmo em doses elevadas, pois ela não afeta a seletividade da enzima.
A principal preocupação com o uso de selegilina em idosos é o risco de hepatotoxicidade grave, devendo ser monitorada com exames de função hepática a cada 3 meses.
O risco de síndrome serotoninérgica está presente apenas quando a selegilina é usada em altas doses, portanto, em dose padrão, sua associação com ISRSs é considerada segura e não requer suspensão prévia.