Pratique questões de medicina
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Um homem de 65 anos, diagnosticado com Doença de Parkinson há três anos, retorna à consulta ambulatorial referindo piora recente da rigidez muscular e da bradicinesia. Ele está em uso de levodopa associada à carbidopa, com boa adesão ao tratamento. Relata, no entanto, que os sintomas motores estão menos responsivos à medicação, especialmente no final do dia, o que tem comprometido significativamente sua autonomia funcional. O neurologista decide ajustar o esquema terapêutico incluindo um novo fármaco antiparkinsoniano para potencializar os efeitos da levodopa e proporcionar maior estabilidade dos sintomas motores. Após revisão do histórico medicamentoso e avaliação laboratorial sem alterações, prescreve-se uma substância que atua inibindo de forma seletiva e irreversível uma enzima intracelular responsável pela degradação da dopamina.
Diante do caso apresentado, qual das alternativas abaixo descreve a melhor escolha terapêutica e sua justificativa farmacológica?
O uso do triexifenidil, um anticolinérgico indicado para pacientes jovens, como forma de reduzir tremores e rigidez.
A introdução da selegilina, um inibidor seletivo da MAO-B, que reduz o metabolismo intracelular da dopamina e potencializa os efeitos da levodopa.
A adição da amantadina, que além de efeitos dopaminérgicos, possui atividade sobre receptores glutamatérgicos e pode reduzir discinesias.
A inclusão da entacapona, um inibidor periférico da COMT, que reduz a degradação da levodopa, prolongando seu efeito central.
A substituição da levodopa por um agonista dopaminérgico, como pramipexol, para evitar flutuações motoras relacionadas à progressão da doença.