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Uma mulher de 71 anos, com doença de Parkinson há mais de 12 anos, relata piora do controle motor nos últimos seis meses, com episódios frequentes de imobilidade no final dos intervalos entre as doses da medicação. Ela está em uso de levodopa/carbidopa em cinco doses diárias, mas mesmo com ajustes recentes, continua com períodos de "off". Durante a consulta, relata estar frustrada com a instabilidade dos efeitos do tratamento e dificuldade para realizar atividades simples, como caminhar ou se alimentar. Os exames laboratoriais estão normais, e não há contraindicação formal ao uso de adjuvantes. O neurologista decide incluir um fármaco que prolongue o tempo de ação da levodopa, sem alterar seu pico de concentração e que atue exclusivamente na periferia.

Qual o fármaco mais apropriado para esse caso, considerando seu perfil farmacológico?

A

Pramipexol, por atuar nos receptores D2 e ter longa meia-vida, estabilizando os sintomas motores.

B

Amantadina, por estimular a liberação de dopamina e ser útil nas fases avançadas com sintomas flutuantes.

C

Entacapona, por inibir a degradação periférica da levodopa via COMT e estender sua meia-vida de forma controlada.

D

Bromocriptina, por ativar os receptores dopaminérgicos centrais e reduzir a necessidade de doses frequentes de levodopa.

E

Selegilina, por impedir a degradação da dopamina central, mantendo a ação dopaminérgica endógena.

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