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Carlos, 58 anos, com diagnóstico de doença renal crônica terminal secundária à nefropatia hipertensiva, realiza hemodiálise convencional três vezes por semana há 8 meses. Durante os intervalos dialíticos, apresenta picos pressóricos persistentes, com registros domiciliares frequentemente acima de 160x100 mmHg. Faz uso de anlodipino 10 mg/dia e atenolol 50 mg/dia. Em consulta de rotina, relata cefaleia ocasional e edema leve em membros inferiores. O exame físico confirma pressão arterial de 164x98 mmHg pré-diálise e ausculta cardíaca sem alterações.
Com base nas recomendações atuais para o manejo da hipertensão em pacientes dialíticos, qual das condutas abaixo é mais adequada para o controle pressórico de Carlos?
Aumentar a dose de betabloqueador, já que é a droga preferencial para controle da PA em todos os dialíticos.
Avaliar o peso seco com a equipe de diálise e considerar adição de IECA ou BRA, mesmo em pacientes dialíticos, por seus efeitos cardiovasculares e antiproteinúricos.
Introduzir espironolactona, pois é a droga de primeira linha em todos os pacientes com hipertensão resistente.
Substituir anlodipino por diurético tiazídico, que tem melhor perfil de segurança na diálise.
Realizar diálise diária para controlar a pressão arterial de forma mais eficiente, antes de ajustar a farmacoterapia.