Dica do autor: As lesões de trânsito representam uma das principais causas de mortalidade e incapacidade no mundo, especialmente em países de baixa e média renda. No Brasil, o impacto é expressivo tanto em número de óbitos quanto em internações, com destaque para motociclistas. O indicador DALY (Disability Adjusted Life Years) é fundamental para compreender essa magnitude, pois agrega os anos de vida perdidos por morte prematura (YLL) e os anos vividos com incapacidade (YLD). Como essas lesões acometem majoritariamente adultos jovens economicamente ativos, o impacto social e econômico é enorme. Do ponto de vista epidemiológico, embora fatores estruturais (vias, veículos, fiscalização) influenciem, os fatores humanos — como excesso de velocidade, direção sob efeito de álcool, não uso de capacete e comportamento de risco — são apontados como principais determinantes dos acidentes, segundo dados da Organização Mundial da Saúde e boletins nacionais.
Alternativa A: CORRETA. Os fatores humanos são responsáveis pela maioria dos acidentes de trânsito. Entre eles, destacam-se excesso de velocidade, consumo de álcool, não uso de capacete e direção imprudente. Dados da OMS indicam que cerca de 90% dos acidentes envolvem erro humano como fator determinante. Embora condições das vias, visibilidade e falhas mecânicas contribuam, sua participação é proporcionalmente menor quando comparada ao comportamento dos usuários.
Alternativa B: INCORRETA. A afirmativa apresenta visão simplista. A prevenção das lesões de trânsito exige abordagem multifatorial, incluindo engenharia viária, fiscalização eficaz, políticas públicas estruturantes, educação no trânsito e segurança veicular. O simples cumprimento da legislação, embora essencial, não é suficiente para eliminar o problema, pois há determinantes estruturais e sociais envolvidos.
Alternativa C: INCORRETA. A alternativa está incompleta ao não incluir os pedestres, que representam parcela significativa das vítimas fatais no Brasil. Os motociclistas são atualmente o grupo mais vulnerável, seguidos por ocupantes de automóveis e pedestres. Excluir pedestres torna a assertiva incorreta.
Alternativa D: INCORRETA. Embora as vítimas fatais de acidentes com motocicletas sejam predominantemente do sexo masculino, essa diferença não pode ser atribuída apenas à suposta “maior prudência feminina”. Trata-se de fenômeno multifatorial, relacionado à maior exposição masculina ao risco, padrões ocupacionais, maior consumo de álcool e comportamentos culturalmente associados ao risco. A explicação apresentada é reducionista e inadequada do ponto de vista epidemiológico.
Resposta: Alternativa A