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REVALIDA - UFMT - 2016
As lesões apresentadas nas figuras I e II abaixo são originadas de um processo de cicatrização patológica, em ambos os casos por deposição excessiva versus degradação diminuída do colágeno. O conhecimento e a diferenciação clínica de tais lesões são extremamente importantes uma vez que elas possuem comportamentos clínicos diferentes. Com base nessas informações, é CORRETO afirmar (VER IMAGEM):

Ambas as lesões são mais prevalentes em pacientes melanodérmicos, parecendo haver predisposição genética, com dificuldade em previni-las e tratá-las, na medida que, além de não haver relatos de regressão espontânea, as mesmas respondem mal à intervenção médica e cirúrgica.
Essas lesões também diferem histologicamente das cicatrizes normais. O centro da lesão I caracteriza-se pela escassez de células, comparado com o da lesão II que possui ilhas compostas de agregados de fibroblastos, pequenos vasos e fibras de colágeno em toda a derme.
A lesão I representa um fenótipo hiperproliferativo que se desenvolve a partir de múltiplos efeitos estimuladores, enquanto a lesão II trata-se de um fenótipo singular, que parece ser geneticamente predisposto à alteração na produção da matriz extracelular, desviado de modo irreversível por fatores como o TGF-ß.
A tensão excessiva aplicada nas bordas da ferida em cicatrização sinaliza para a formação de macrófagos ativados, aumentando a deposição de colágeno e formando um tecido conjuntivo exuberante, que ultrapassa, tanto na lesão I como na II, os limites da ferida original.