Pratique questões de medicina
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A febre tifóide, causada por Salmonella enterica sorotipo Typhi, é uma doença sistêmica febril que evolui de maneira progressiva e pode apresentar diferentes manifestações clínicas ao longo do tempo. O quadro clínico clássico é dividido didaticamente em fases que refletem a multiplicação e disseminação bacteriana, bem como a resposta inflamatória do hospedeiro. O reconhecimento dessas fases permite o diagnóstico presuntivo precoce, o manejo adequado e a prevenção de complicações potencialmente graves, como perfuração intestinal e miocardite.
Durante o período de incubação, que pode variar de 7 a 21 dias, os pacientes permanecem assintomáticos, apesar da já iniciada invasão intestinal e replicação nos linfonodos mesentéricos. A seguir, no período de estado, a infecção se manifesta com sinais sistêmicos típicos, podendo incluir febre prolongada, hepatoesplenomegalia, diarreia ou constipação, roséolas tíficas e ulcerações intestinais. O reconhecimento precoce desses achados é essencial para prevenir evolução desfavorável.
Com base no quadro clínico da febre tifóide, correlacionado com sua fisiopatologia, assinale a alternativa correta:
A hepatoesplenomegalia observada no período de estado é secundária à proliferação de bacilos no sistema mononuclear fagocitário, refletindo disseminação hematogênica da bactéria.
O surgimento de roséolas tíficas ocorre apenas no período de incubação, sendo raro após o início da febre, o que limita sua utilidade diagnóstica.
A fase inicial da doença se caracteriza por febre oscilante, calafrios intensos e leucocitose marcante, predominando neutrófilos segmentados.
As ulcerações intestinais características do estado avançado localizam-se principalmente no jejuno e são responsáveis pela constipação típica da fase inicial.
A evolução clínica da febre tifóide inclui mialgias intensas, hiperbilirrubinemia direta e dor torácica em pontada, sendo esses achados patognomônicos da segunda semana.