Dica do autor: A biópsia de vilosidades coriônicas (BVC) é um método de diagnóstico pré-natal invasivo utilizado para identificar alterações cromossômicas fetais, como trissomia 21, trissomia 18, trissomia 13, além de algumas doenças genéticas monogênicas. O exame consiste na coleta de tecido placentário (vilosidades coriônicas), que possui o mesmo material genético do feto.
Esse procedimento pode ser realizado por via transcervical ou transabdominal, sempre guiado por ultrassonografia, para garantir maior segurança. Uma das principais vantagens da BVC em relação à amniocentese é que ela permite um diagnóstico mais precoce, possibilitando decisões clínicas ainda no primeiro trimestre da gestação.
O período ideal para realização da biópsia de vilosidades coriônicas é entre 10 e 12 semanas de gestação. A realização antes de 10 semanas não é recomendada, pois está associada a maior risco de malformações fetais, especialmente defeitos de redução de membros.
Após esse período, especialmente após 15–16 semanas, o método diagnóstico invasivo mais utilizado passa a ser a amniocentese, que avalia o líquido amniótico.
Assim, a BVC é considerada um exame seguro e amplamente utilizado, quando realizado no período adequado e por equipe experiente.
Alternativa A: INCORRETA. Embora esteja próxima do período correto, a faixa 12–14 semanas não representa o intervalo clássico recomendado. O período ideal para realização do exame inicia mais precocemente, entre 10 e 12 semanas.
Alternativa B: INCORRETA. Após 16 semanas, o exame invasivo mais utilizado é a amniocentese, e não a biópsia de vilosidades coriônicas.
Alternativa C: CORRETA. A biópsia de vilosidades coriônicas é idealmente realizada entre 10 e 12 semanas de gestação, permitindo diagnóstico precoce de alterações cromossômicas fetais.
Alternativa D: INCORRETA. O método não está em desuso. Quando realizado no período adequado e com técnica apropriada, apresenta baixo risco de complicações e continua sendo importante ferramenta de diagnóstico pré-natal invasivo.
Resposta: Alternativa C