Pratique questões de medicina
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Uma paciente de 26 anos, G1P0, com 26 semanas e 2 dias de gestação, é internada por ameaça de parto prematuro. Refere contrações uterinas frequentes nas últimas 8 horas. Exame físico revela colo uterino com dilatação de 2 cm e esvaecimento de 60%. As membranas estão íntegras à avaliação com espéculo. Ultrassonografia obstétrica demonstra feto único em apresentação cefálica, doppler de artéria umbilical normal e líquido amniótico na faixa inferior da normalidade. Sem história de hipertensão, diabetes, ou outras comorbidades.
A equipe decide iniciar indometacina oral como terapia tocolítica de resgate, uma vez que o nifedipino foi suspenso devido a efeitos adversos. Sobre o uso da indometacina nesse contexto, qual das afirmativas abaixo é a mais correta?
É um tocolítico seguro para uso após a 34ª semana, pois não atravessa a barreira placentária, sendo a opção preferencial quando há contraindicação aos bloqueadores de canal de cálcio.
A principal limitação do uso da indometacina está na sua baixa eficácia comparada aos antagonistas da ocitocina, sendo pouco recomendada antes das 28 semanas de gestação devido ao risco de hiperdistensão uterina.
A indometacina atua como antagonista dos receptores de prostaglandina E2 e F2α, reduzindo o influxo de cálcio para o miométrio, sendo a droga de escolha em todas as idades gestacionais para inibir o trabalho de parto prematuro.
Trata-se de um fármaco da classe dos anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) que inibe seletivamente a COX-2, sendo bem tolerado e isento de efeitos adversos clínicos relevantes para o feto.
A indometacina inibe a síntese de prostaglandinas pela inibição da ciclooxigenase, sendo eficaz especialmente antes da 32ª semana; seu uso prolongado pode levar a oligoidrâmnio e fechamento prematuro do ducto arterioso fetal.