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Uma mulher de 52 anos, previamente saudável, procura atendimento após notar aumento progressivo e indolor na região cervical anterior. Ao exame físico, observa-se um nódulo tireoidiano palpável e móvel à deglutição. A ultrassonografia mostra um nódulo sólido hipoecoico com microcalcificações. A punção aspirativa por agulha fina (PAAF) revela células com características sugestivas de carcinoma papilífero. Os exames laboratoriais indicam: TSH = 1,6 μUI/mL (VR: 0,4–4,0), T4 livre = 1,1 ng/dL (VR: 0,8–1,8) e tireoglobulina elevada.
Com base na fisiologia tireoidiana e nos mecanismos de controle hormonal, qual das alternativas a seguir melhor explica a utilidade da tireoglobulina como marcador laboratorial nesse contexto?
A tireoglobulina é uma glicoproteína produzida pelas células foliculares tireoidianas, e seus níveis elevados após tireoidectomia sugerem persistência ou recidiva do tecido tumoral.
A elevação da tireoglobulina reflete a falência do feedback negativo sobre o hipotálamo, comum nos carcinomas funcionantes de tireoide.
A tireoglobulina é produzida exclusivamente pelas células parafoliculares da tireoide, e sua elevação indica a secreção aumentada de calcitonina típica de tumores indiferenciados.
A tireoglobulina elevada indica aumento da atividade da enzima deiodinase tipo 1 (D1), que ocorre secundariamente ao hiperfuncionamento tumoral tireoidiano.
A dosagem de tireoglobulina permite avaliar a ação do TSH sobre os receptores hipotalâmicos, sendo útil para diferenciar nódulos funcionantes de não funcionantes.