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Uma mulher de 38 anos comparece ao ambulatório com queixas de fadiga progressiva, intolerância ao frio, constipação intestinal e queda de cabelo nos últimos meses. Refere histórico familiar de distúrbios autoimunes. Ao exame físico, apresenta bradicardia, pele seca e bócio firme e indolor. Os exames laboratoriais revelam: TSH = 15,6 μUI/mL (VR: 0,4–4,0), T4 livre = 0,5 ng/dL (VR: 0,8–1,8), T3 total = 61 ng/dL (VR: 80–180), anticorpos antitireoperoxidase (anti-TPO) e antitireoglobulina positivos.
Considerando os conhecimentos fisiológicos da síntese dos hormônios tireoidianos e os mecanismos autoimunes envolvidos na Tireoidite de Hashimoto, qual das alternativas a seguir melhor explica os achados laboratoriais e clínicos observados?
A ligação dos anticorpos anti-TPO aos receptores de TSH estimula cronicamente a glândula, promovendo secreção hormonal exagerada e posterior esgotamento glandular.
A ação dos anticorpos antitireoidianos bloqueia a ação da desiodinase tipo 2 (D2), impedindo a conversão de T4 em T3 e levando à elevação isolada de TSH.
A destruição mediada por linfócitos das células foliculares prejudica a captação e organificação do iodeto, comprometendo a produção de T3 e T4 e elevando o TSH por feedback.
A produção exagerada de tiroglobulina pelas células foliculares gera inibição do TRH, o que reduz a liberação de TSH e promove a hipotrofia glandular.
O ataque autoimune compromete apenas o armazenamento de hormônios prontos, mantendo a síntese hormonal inalterada e o TSH dentro da faixa de normalidade.