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Uma mulher de 27 anos comparece à consulta ginecológica para avaliação de fertilidade. Ela relata ciclos menstruais regulares e tenta engravidar há 8 meses. Durante a anamnese, menciona que percebe uma secreção vaginal mais fluida e elástica em determinados períodos do mês, o que associa ao período fértil. A ginecologista solicita exames hormonais e um teste pós-coito. Os exames revelam níveis normais de FSH e LH, com pico ovulatório adequado, além de estrogênio elevado na fase folicular e progesterona adequada na fase lútea. No teste pós-coito, porém, observa-se muco cervical espesso, com escassez de espermatozoides móveis.
Considerando a fisiologia do colo uterino e sua resposta hormonal ao longo do ciclo, qual é a explicação mais provável para a infertilidade apresentada?
A produção de muco cervical alcalino, estimulada pela progesterona, favorece a motilidade espermática apenas após a ovulação.
A manutenção de níveis altos de estrogênio durante toda a fase lútea impede a secreção de muco cervical espesso, comprometendo a proteção uterina.
A resposta inadequada do colo uterino à ação do estrogênio na fase folicular impede a produção de muco cervical aquoso, dificultando a penetração dos espermatozoides.
A ausência de progesterona durante a fase lútea impede o fechamento do canal cervical, expondo o útero a infecções ascendentes.
A secreção aumentada de prostaglandinas no período ovulatório altera o pH do muco cervical, dificultando a viabilidade espermática.