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Uma mulher de 57 anos, com diagnóstico de Diabetes Mellitus tipo 2 há 6 anos, apresenta queixa de desconforto abdominal, flatulência intensa e episódios frequentes de diarreia, iniciados após a introdução recente de um novo antidiabético oral. A paciente relata histórico de intolerância prévia à metformina e possui função renal preservada (TFG: 90 mL/min/1,73m²). No momento, está em uso apenas do novo medicamento e dieta balanceada. Exames laboratoriais revelam HbA1c de 7,2% e glicemia de jejum de 125 mg/dL. Ao ser questionada, a paciente informa que iniciou tratamento com um medicamento que “ajuda a reduzir o açúcar logo depois que ela come”.
Com base no quadro clínico, no mecanismo de ação dos antidiabéticos e nos efeitos adversos relacionados, qual fármaco foi mais provavelmente prescrito para esta paciente?
Acarbose, por inibir a enzima alfa-glicosidase intestinal, retardando a absorção de carboidratos, com efeitos colaterais relacionados à fermentação intestinal.
Linagliptina, por atuar como inibidor da DPP-4, retardando o esvaziamento gástrico e promovendo perda ponderal, com baixa incidência de sintomas gastrointestinais.
Repaglinida, por agir sobre os canais de potássio nas células beta, com início de ação rápido, sendo preferida em casos de intolerância à metformina.
Glimepirida, por ser uma sulfonilureia de segunda geração, com ação prolongada e efeitos colaterais gastrointestinais dose-dependentes.
Pioglitazona, por reduzir a resistência periférica à insulina, sendo frequentemente associada a efeitos colaterais como meteorismo e flatulência.